Você já olhou pro relógio e pensou: “puxa, bem que o dia podia durar mais do que 24 horas”? Você tem sonhos, tem aspirações profissionais, e simplesmente não consegue. Dá aquele desespero. Seja porque você tem filho pequeno e é mãe solo sem rede de apoio, seja porque está começando sua jornada profissional agora, seja porque já está há muitos anos numa trajetória — mas sempre falta aquele curso, aquele idioma, aquela especialização. Falta, falta, falta.
Isso vai gerando uma crise. Você não consegue crescer, não consegue sair de onde está, não consegue nem olhar estrategicamente para a própria vida profissional. E o tempo vai passando, e vai ficando cada vez mais difícil. Isso acontece com muita gente. E isso adoece, porque o dia só tem 24 horas para todo mundo.
A encruzilhada profissional: mães, recém-formados e veteranos
Quer você seja uma mãe que quer mais tempo, quer seja uma pessoa recém-formada saindo da universidade e sem bússola, sem direção certa a seguir, quer você já seja veterana ou veterano no mercado de trabalho mas queira virar a chave e dar mais propósito à sua vida profissional: essa reflexão é pra você.
Por que empilhar certificados nunca resolveu
De modo geral, nos ensinaram que é importante se especializar o máximo possível e o mais cedo possível. É por isso que há tantas crianças e jovens adoecendo, com agendas cada vez mais cheias, mais pressão de vestibular e afins. E essa pressão não passa quando você entra na faculdade: na universidade você precisa de outra coisa, no mercado de trabalho, de uma nova especialização. Dependendo da área, isso vira caos.
Nos ensinaram a buscar especialização contínua, empilhar certificados, fazer uma escolha e segui-la cegamente — como se estivéssemos presos a decisões que tomamos em algum momento, ou que sequer fomos nós que tomamos. E o que isso resolveu, de fato? Nada. O resultado, na prática, costuma ser adoecimento.
O incômodo que você sente não é fraqueza
Se você está sentindo esse incômodo agora, isso não é sinal de que algo está errado com você. É sinal de que é hora de virar essa chave.
É exatamente pra esse momento que o Programa Caminhos está sendo desenhado. É uma jornada estruturada em três trilhas, com aulas gravadas, encontros em grupo e ferramentas práticas para quem está vivendo essa encruzilhada agora. Está saindo do forno. Preencha o formulário abaixo — leva menos de dois minutos — para receber o material e ser avisado assim que abrir:
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Know-how: o que a palavra em inglês realmente significa
Antes de continuar, preciso fazer uma distinção que considero essencial. A primeira palavra vem do inglês: know-how, o saber fazer. No contexto da língua inglesa, ela carrega um viés bastante técnico. Refere-se à habilidade prática, ao domínio operacional de determinada área, à busca por profundidade. É o eixo do domínio de como fazer as coisas.
Somos cada vez mais cobrados por esse know-how — enchendo currículos de experiências e certificações técnicas que nem sempre oferecem uma direção clara. A direção acaba ficando vazia.
Savoir-faire: a palavra francesa que Mario Sergio Cortella me fez repensar
No francês, existe a expressão savoir-faire. Eu estava assistindo a uma palestra do Mario Sergio Cortella em que ele mencionou os dois termos, e isso me inspirou a desenvolver essa reflexão. O savoir-faire também pode ser traduzido como saber fazer, mas sob uma ótica completamente diferente: envolve o saber se portar, a leitura de ambiente, a capacidade de adaptação ao contexto. Tem muito mais a ver com jogo de cintura e habilidades relacionais do que com competência técnica pura.
O saber fazer em inglês aponta para um lado. Em francês, aponta para outro.
Lifelong learning de verdade: unindo know-how e savoir-faire
Fazer essa distinção importa porque hoje se fala muito em lifelong learning, aprendizado ao longo da vida. Para muita gente, isso virou sinônimo de empilhar know-hows e acumular certificados. Mas o aprendizado contínuo de verdade não é isso. É expandir os dois eixos em conjunto: o eixo técnico (know-how) e o eixo humano, adaptativo, de leitura de ambiente (savoir-faire).
Como multiplicar seus caminhos profissionais a partir de agora
Quando unimos essas duas competências, multiplicamos as possibilidades de trajetória. Essa é a pergunta central: você está apenas acumulando habilidades técnicas, ou também está ampliando sua leitura de ambiente, seu jogo de cintura, suas relações — em conjunto com o lado técnico?
Essa soma é o que faz diferença na hora de identificar novas oportunidades: empreender, inovar dentro da própria empresa, começar uma nova graduação, mudar de área ou até pausar para se dedicar a outro estilo de vida. Há múltiplos caminhos possíveis, mas eles só aparecem quando você olha pelos dois eixos ao mesmo tempo.
Sei que é difícil enxergar alternativas quando você está focado unicamente em certificações e conhecimento técnico — ainda mais quando o dia tem só 24 horas, há filhos pequenos pra cuidar, horas de trânsito e sobrecarga de tarefas. Não dá pra sair de um ponto e chegar a outro repetindo as mesmas fórmulas.
Foi justamente por isso que criei o Programa Caminhos: pra aprofundar esse debate com você e construir, junto, saídas sob um ponto de vista estratégico, tático e reflexivo. Preencha o formulário — leva menos de dois minutos — pra receber o material e ser avisado assim que o programa abrir:
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Escreve aqui embaixo, nos comentários: você está empilhando know-how, ou ampliando os dois eixos?
— Daniel Ladeira
